Segunda Dose

Os casos são liberados em ordem, como fases. Este é o caso 136 de 200.
Agência do Banco Koyo em Shiinamachi, Tóquio, terça-feira, 27 de janeiro de 1948, 9h. Na véspera, às 15h40, com as portas já fechadas, um homem de braçadeira branca do posto de saúde, máscara de gaze e óculos pediu para falar com o subgerente.
Disse que havia um surto de disenteria na rua e que a ocupação mandava medicar todos. Reuniu os catorze funcionários, serviu duas doses de "remédio preventivo", com um minuto de intervalo, e esperou.
Onze morreram ali mesmo ou a caminho do hospital, entre eles o subgerente Haruo Nishimura. O homem saiu com 160 mil ienes e um cheque de 17 mil, e deixou mais do que isso em cima da mesa.
Três nomes cruzam o caminho daquele frasco. Um deles sabia, gota por gota, o que estava servindo.
Salão de uma pequena agência bancária japonesa de 1948, com xícaras de chá caídas no chão de tábuas.
Suspeitos
Chiyo IshidaCaixa da agência, 22 anos
Isamu OkabeFotógrafo de estúdio em Ikebukuro, 52 anos
Tetsuo HayamaMédico do posto de saúde de Toshima, 44 anos
O caso real
O envenenamento do banco Teigin
Tóquio, Japão, 1948
Leia o caso real