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A casa de tábuas cinza no limite da cidade, com o varal de cordas
Charlene Vickery

Charlene Vickery

Arborista-chefe do campus, 41 anos

Charlene Vickery tem 41 anos e há onze é a arboristaarborista Especialista no cuidado de árvores: poda, adubação, tratamento de doenças e remoção segura.-chefe do campus. Nasceu em Opelika, no leste do Alabama, filha de um carpinteiro e de uma enfermeira, e aprendeu a subir em árvore antes de aprender a andar de bicicleta. Estudou silvicultura na faculdade estadual, trabalhou três anos numa serraria e voltou para a cidade para cuidar de carvalhos que já eram velhos quando o avô dela nasceu. Fala dos carvalhos como de parentes doentes.

Mora numa casa de tábuas pintada de cinza no limite da cidade, com um quintal grande onde guarda cordas, ganchos e capacetes pendurados num varal, e um pé de pêssego que ela mesma enxertou. Dentro, uma cozinha de linóleo, uma mesa com toalha xadrez, um rádio de pilha sintonizado em previsão do tempo e um gato laranja que dorme sobre o catálogo de sementes. Acorda às cinco, toma café com pão de milho e diz que quem cuida de árvore aprende a esperar, porque só se vê a diferença em uma década.

É alta e de ombros fortes, de rosto sardento e queimado de sol, cabelo ruivo curto e desarrumado. Usa macacão de lona verde com o emblema da jardinagem do campus, camisa de flanela xadrez por baixo, luvas de couro enfiadas no bolso e uma trena presa ao cinto. Tem a voz rouca de quem fala pouco e a mania de olhar a copa das árvores antes de olhar as pessoas, como se uma delas tivesse mais para dizer do que a outra.

Sobre o trabalho, a versão dela é de uma profissional paciente: onze anos de joelhos naquela terra, podando, adubando e tirando com as próprias mãos o papel dos galhos depois de cada vitória do time. Os carvalhos têm cento e trinta anos, viram passar mais gente do que a cidade inteira, e quem mata uma árvore dessas não sabe o que é esperar cem anos. Sobre a ligação que saiu na rádio, tem uma opinião seca: teatro. Com a esquina vazia e escura à noite, ninguém consegue confirmar com certeza onde cada um estava naquela semana.

Charlene sabe que a arboristaarborista Especialista no cuidado de árvores: poda, adubação, tratamento de doenças e remoção segura. que cuida das árvores é a primeira a quem se pergunta quem as matou. Quando o detetive afirma que ela deixou os carvalhos morrerem, a voz cresce um grau e ela ameaça sair pela porta. Pode ser o amor ferido de quem passou onze invernos naquela terra. Pode ser alguém que prefere sair da sala a ouvir a pergunta seguinte. O detetive vai ter de decidir qual das duas.

As luvas de couro que ela leva no bolso do macacão
As luvas de couro que ela leva no bolso do macacão
A trena presa ao cinto, para medir cada tronco
A trena presa ao cinto, para medir cada tronco
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Os casos são liberados em ordem, como fases. Este é o caso 155 de 200.

O caso

Os outros suspeitos