Sorriso Roubado

Os casos são liberados em ordem, como fases. Este é o caso 102 de 200.
Paris, agosto de 1911. Um grande museu da cidade, terça-feira, 9h. Na parede da Sala Quadrada restam só quatro ganchos de ferro: o retrato da Dama do Sorriso, a obra mais famosa da casa, sumiu.
O quadro foi visto pela última vez na segunda-feira, dia em que o museu fecha ao público e só entram funcionários e operários das obras. Ninguém deu o alarme até hoje cedo: todos acharam que ele estava com o fotógrafo.
O retrato é uma pintura sobre madeira de 77 por 53 centímetros, protegida desde o ano passado por uma vitrine de vidro. A moldura não apareceu.
Três pessoas estiveram perto da sala na segunda. Uma delas sabe onde o sorriso foi parar.
Sala dos guardas do museu, de pedra. Pela porta entreaberta, a parede vazia da Sala Quadrada.
Suspeitos
Luca BassaniVidraceirovidraceiro Profissional que corta e instala vidros em janelas, vitrines e portas., 30 anos
Hélène VarnierCopistacopista Artista que reproduz à mão obras de outros pintores, em geral dentro de um museu. autorizada do museu, 34 anos
Gaston LeblancGuarda da sala, 58 anos
O caso real
O roubo da Mona Lisa do Louvre
Paris, França, 1911
Leia o caso real