O caso da jovem de Glasgow acusada de envenenar o amante com arsênico
Glasgow e Edimburgo, Escócia, 1857
Este caso é uma obra de ficção. Os personagens, nomes, lugares e acontecimentos do jogo não retratam pessoas reais. O relato abaixo é um resumo factual, com fontes públicas, do caso que serviu de inspiração.
Em meados da década de 1850, a filha de uma família rica de Glasgow manteve por cerca de dois anos um namoro secreto com um escriturário pobre, nascido nas Ilhas do Canal e dez anos mais velho, e lhe escreveu centenas de cartas apaixonadas. No início de 1857, os pais arranjaram para ela um noivo rico e respeitável, e ela aceitou o casamento. Pediu ao antigo amante que devolvesse as cartas; ele recusou e ameaçou mostrá-las ao pai dela.
Nas semanas seguintes, o escriturário passou mal mais de uma vez depois de visitar a jovem à noite, e morreu de envenenamento por arsênico na madrugada de 23 de março de 1857. A acusação sustentou que ela lhe servia o veneno numa bebida quente, chocolate segundo a maior parte dos relatos. A polícia achou as cartas no quarto dele e descobriu que ela tinha comprado arsênico em boticas da cidade, assinando o registro; à época, a lei obrigava os boticários a tingir o pó para evitar acidentes.
Fontes
No jogo

Janela do Porão
Glasgow, segunda-feira, 23 de março de 1857. Gaspard Morel, 31 anos, escriturário francês de um armazém de chá, morreu ao amanhecer no quarto da pensão, depois de uma noite inteira de vômitos e cãibras.
O julgamento, no Tribunal Superior de Justiça de Edimburgo, entre o fim de junho e o começo de julho de 1857, virou um escândalo nacional. A defesa questionou as datas dos encontros, e o júri absolveu a ré de uma das acusações e deu à de homicídio o veredito escocês "não provado". Ela se mudou para Londres, casou-se e morreu em Nova York em 1928, aos 93 anos. O jogo toma emprestados o namoro secreto, as cartas, o noivado arranjado, o arsênico tingido comprado na botica e a xícara servida à noite. Personagens, detalhes da investigação e desfecho são ficção.