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Inspirado em caso real

O caso Maybrick e o papel pega-mosca

Liverpool, Inglaterra, 1889

Este caso é uma obra de ficção. Os personagens, nomes, lugares e acontecimentos do jogo não retratam pessoas reais. O relato abaixo é um resumo factual, com fontes públicas, do caso que serviu de inspiração.

James Maybrick, comerciante de algodão de Liverpool, adoeceu em 27 de abril de 1889 e morreu em 11 de maio, em casa, no bairro de Aigburth. Hipocondríaco, ele tomava havia anos remédios de patente e arsênico como tônico, e um farmacêutico da cidade confirmou ter vendido arsênico a ele por muito tempo. Mesmo assim, as suspeitas caíram sobre a esposa, Florence, uma americana nascida no Alabama, muitos anos mais nova que o marido.

Contra ela pesaram três coisas: em abril ela comprou papel pega-mosca com arsênico numa farmácia do bairro e o deixou de molho em água, para uma loção de rosto, segundo disse; a babá da casa interceptou uma carta comprometedora que ela escreveu a um amante, Alfred Brierley, e a entregou aos irmãos do marido; e uma enfermeira contou que ela mexeu num frasco de extrato de carne, onde depois se achou arsênico, embora o doente nunca tenha bebido daquele frasco. Uma busca na casa encontrou arsênico suficiente para matar dezenas de pessoas.

Fontes

No jogo

Papel de Mosca

Um casarão vitoriano em Aigburth, Liverpool, maio de 1889. Theodore Halloway, comerciante de algodão de 51 anos, morreu no próprio quarto depois de duas semanas de dores de estômago.

Florence foi julgada no St George's Hall de Liverpool e condenada à morte em 7 de agosto de 1889 pelo juiz James Fitzjames Stephen. Diante do protesto público e da dúvida sobre a causa da morte, o Ministério do Interior trocou a pena por prisão perpétua. Ela saiu da prisão em 1904, voltou aos Estados Unidos e morreu em Connecticut, em 1941. O jogo toma emprestados o papel pega-mosca na bacia, o frasco de extrato de carne e a carta interceptada; personagens, investigação e desfecho são ficção.