Confessd
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Inspirado em caso real

Os furtos de Stéphane Breitwieser, o ladrão de museus

Europa, 1995 a 2001

Este caso é uma obra de ficção. Os personagens, nomes, lugares e acontecimentos do jogo não retratam pessoas reais. O relato abaixo é um resumo factual, com fontes públicas, do caso que serviu de inspiração.

Entre 1995 e 2001, um garçom francês da região de Mulhouse, na Alsácia, percorreu museus pequenos e castelos abertos à visitação na França e em países vizinhos levando obras de arte em pleno horário de visita, sem arrombar nada. Esperava o vigia se afastar da sala, cortava as telas rente à moldura, enrolava-as e saía com elas debaixo do casaco; objetos pequenos iam do mesmo jeito. A namorada costumava acompanhá-lo e vigiar a porta. Ele mais tarde admitiu 239 obras e objetos levados de 172 museus, quase todos dos séculos XVI e XVII, e disse que nunca quis vender nada: queria uma coleção só para si.

As peças ficavam no quarto dele, na casa da mãe. Em novembro de 2001, ele foi preso em Lucerna, na Suíça, ao voltar ao Museu Richard Wagner, de onde dois dias antes tinha levado uma corneta de 1584; um vigia o reconheceu, alertado por um jornalista que passeava com o cachorro. Ao saber da prisão, a mãe picou dezenas de pinturas, que acabaram no lixo, e jogou outros objetos no canal do Ródano ao Reno. A polícia recuperou do canal parte das peças, e cerca de 60 obras são dadas como perdidas.

Fontes

No jogo

Moldura Vazia

Museu da Casa dos Tanoeiros, Colmar, na Alsácia, sábado de junho, 30 graus. Às 13h05, a vigia voltou à sala dos retratos e achou uma moldura vazia na parede.

Depois de responder à Justiça suíça, em 2005 ele foi condenado na França a três anos de prisão e cumpriu 26 meses; a mãe e a namorada também foram condenadas. O jogo toma emprestados o garçom que visitava museus pequenos, a tela cortada rente à moldura e escondida debaixo do casaco e o quarto que guardava a coleção. Personagens, detalhes da investigação e desfecho são ficção.