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Inspirado em caso real

O roubo do Museu Chácara do Céu no Carnaval

Rio de Janeiro, Brasil, 2006

Este caso é uma obra de ficção. Os personagens, nomes, lugares e acontecimentos do jogo não retratam pessoas reais. O relato abaixo é um resumo factual, com fontes públicas, do caso que serviu de inspiração.

Na tarde de 24 de fevereiro de 2006, primeiro dia do Carnaval, quatro homens armados entraram no Museu Chácara do Céu, no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. Dominaram a segurança em poucos minutos, mantiveram funcionários e visitantes rendidos, entre eles cinco turistas estrangeiros, e mandaram desligar o circuito interno de câmeras. Lá fora, o bloco Carmelitas descia as ladeiras do bairro com milhares de foliões.

Em cerca de meia hora, o grupo levou quatro pinturas, de Pablo Picasso, Salvador Dalí, Claude Monet e Henri Matisse, além de um livro de gravuras de Picasso. As obras não tinham alarme e estavam presas à parede por fios de náilon; os vigias não andavam armados. Os ladrões fugiram e se misturaram à multidão do Carnaval. O prejuízo foi estimado em cerca de 10 milhões de dólares, e o caso entrou na lista dos dez maiores crimes de arte do FBI. Restos do material que protegia os quadros foram achados queimados num morro da cidade, e as obras nunca foram recuperadas.

Fontes

No jogo

Bloco na Ladeira

Museu do Mirante, casarão de colecionador no alto de Santa Teresa, Rio de Janeiro. Sexta-feira de Carnaval, 16h. O Bloco das Corujas descia a ladeira em frente ao portão, com mil foliões e uma bateria inteira.

O jogo toma emprestado o museu no alto de Santa Teresa, o bloco passando no portão, as câmeras desligadas e os quadros presos só por fios de náilon. A ideia de alguém de dentro ter desenhado o caminho, os personagens, os detalhes da investigação e o desfecho são ficção.