Gelo no Canal

Os casos são liberados em ordem, como fases. Este é o caso 132 de 200.
Petrogrado, dezembro de 1916, sábado, 11h. Vinte graus abaixo de zero. Às 8h, a polícia do rio tirou de debaixo do gelo, perto da ponte das ilhas, o corpo de um homem de barba comprida.
Era Matvei Rodin, 47 anos, curandeiro siberiano que a imperatriz chamava de santo e a corte chamava de demônio. Saiu de casa à meia-noite num automóvel fechado e não voltou. Na ponte, uma galochagalocha Calçado de borracha impermeável usado por cima do sapato para protegê-lo da neve, da lama e da água. e sangue no parapeito.
A investigação chega a um palácio à beira do canal, onde, segundo os vizinhos, houve festa a noite toda.
Três pessoas passaram a madrugada naquele trecho do canal. Uma delas sabe o que aconteceu no porão.
Salão de um palácio russo à beira de um canal congelado, com gramofonegramofone Antigo toca-discos de corda manual, com uma grande corneta que amplifica o som., piano e cinzas ainda mornas.
Suspeitos
Kirill SarkanovPríncipe e dono do palácio, 29 anos
Larissa GlebovaCantora de romançasromanças Canções sentimentais russas de letra amorosa e melancólica, muito populares em cabarés e salões. de cabaré, 38 anos
Timofei BraginGuarda-noturno do cais do canal, 56 anos
O caso real
O assassinato de Grigori Rasputin
Petrogrado, Rússia, 1916
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