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Inspirado em caso real

O roubo dos 300 milhões de ienes

Tóquio, Japão, 1968

Este caso é uma obra de ficção. Os personagens, nomes, lugares e acontecimentos do jogo não retratam pessoas reais. O relato abaixo é um resumo factual, com fontes públicas, do caso que serviu de inspiração.

Em 6 de dezembro de 1968, o gerente da agência de Kokubunji do banco Nihon Shintaku recebeu por via expressa uma carta que exigia 3 milhões de ienes e ameaçava explodir a casa dele. A polícia montou uma tocaia no dia seguinte, mas ninguém apareceu. Na manhã de 10 de dezembro, por volta das 9h15, um carro da agência saiu com quatro funcionários e 294.307.500 ienes em três caixas de duralumínio no porta-malas: o bônus de fim de ano de 4.525 empregados da fábrica da Toshiba em Fuchu.

Numa rua ao lado da penitenciária de Fuchu, um jovem vestido de policial, numa moto branca, parou o carro. Disse que a casa do gerente tinha sido explodida e que havia dinamite no veículo, entrou debaixo dele e, em seguida, surgiram fumaça e chamas. Ele gritou que ia explodir, os bancários correram, e o falso policial fugiu dirigindo o carro com o dinheiro; tudo durou cerca de três minutos. O fogo vinha de um sinalizador. A moto era uma Yamaha roubada e pintada de branco, com uma lata de biscoitos no lugar da caixa de documentos. O carro do banco foi achado num bosque perto das ruínas do templo de Kokubunji, e as caixas tinham passado para um carro roubado, encontrado meses depois num estacionamento, com as caixas vazias.

Fontes

No jogo

Moto Branca

Tóquio, terça-feira, 10 de dezembro de 1968, 21h. A chuva não parou o dia inteiro. Na sala do gerente de uma agência do Banco Fiduciário Minori, no subúrbio oeste da cidade, o telefone não para de tocar.

Foi a maior investigação da história do Japão: mais de 170 mil policiais ao longo de sete anos e cerca de 110 mil nomes na lista de suspeitos. Um rapaz de 19 anos, filho de policial, foi apontado logo no começo e morreu envenenado com cianeto em 15 de dezembro, sem que nada fosse provado. O retrato divulgado em centenas de milhares de cartazes usava a foto de um homem parecido com ele e acabou confundindo as buscas. Como o dinheiro estava segurado, os operários receberam o bônus no dia seguinte. O crime prescreveu em 10 de dezembro de 1975 e a responsabilidade civil, em 1988. O autor nunca foi identificado, e o dinheiro nunca apareceu.