Convés Vazio

Os casos são liberados em ordem, como fases. Este é o caso 177 de 200.
Gibraltar, quarta-feira, 18 de dezembro de 1872, 21h. No cais do vice-almirantadovice-almirantado Tribunal colonial britânico que julgava assuntos do mar, como apresamentos de navios, salvados e presas., sob guarda e sob chuva, range nas amarras um bergantimbergantim Veleiro de dois mastros, com velas quadradas no mastro de proa e velas latinas ou de carneiro no de popa. sem ninguém: o Seraphine, achado à deriva no dia 4 entre os Açores e Portugal, com as velas em farrapos e o bote sumido.
Saiu de Nova York na quinta, 7 de novembro, para Gênova, com 1.600 barris de álcool, o capitão Josiah Wentworth, a mulher, a filha de dois anos e sete marinheiros. A última anotação do diário é de 25 de novembro, perto da ilha de Santa Maria. Nenhum dos dez foi visto de novo.
Quem o achou foi o Constance, que pede no tribunal metade do valor do navio e da carga. Ontem, na abertura da audiência, o procurador da Coroa disse que navio sadio não se esvazia sozinho e chamou a polícia.
Três pessoas sabem mais do Seraphine do que contaram ao tribunal. Uma delas fez dez pessoas descerem para um bote.
Tribunal do vice-almirantadovice-almirantado Tribunal colonial britânico que julgava assuntos do mar, como apresamentos de navios, salvados e presas. em Gibraltar, em 1872, com diários de bordo abertos sobre a mesa.
Suspeitos
Lemuel StroudCapitão e dono do bergantimbergantim Veleiro de dois mastros, com velas quadradas no mastro de proa e velas latinas ou de carneiro no de popa. Constance, 44 anos
Jacinto FurtadoCozinheiro do Constance, ex-cozinheiro do Seraphine, açoriano do Faial, 38 anos
Lydia ValadaresIrmã mais nova da mulher do capitão desaparecido, casada com um comerciante de Lisboa, 26 anos
O caso real
O Mary Celeste
Oceano Atlântico, 1872
Leia o caso real