O roubo do caixão de Charlie Chaplin
Corsier-sur-Vevey, Suíça, 1978
Este caso é uma obra de ficção. Os personagens, nomes, lugares e acontecimentos do jogo não retratam pessoas reais. O relato abaixo é um resumo factual, com fontes públicas, do caso que serviu de inspiração.
Charlie Chaplin morreu no dia de Natal de 1977, aos 88 anos, em sua casa em Corsier-sur-Vevey, acima do lago Léman, onde vivia desde que deixara os Estados Unidos em 1952. Foi enterrado no pequeno cemitério do vilarejo. Na noite de 1º para 2 de março de 1978, o túmulo foi aberto e o caixão desapareceu.
Pouco depois, a família começou a receber telefonemas exigindo dinheiro em troca do corpo. A viúva, Oona Chaplin, recusou-se a pagar. Os autores eram dois mecânicos imigrantes, um polonês e um búlgaro, que queriam o resgate para abrir uma oficina. Uma grande operação policial, com escuta do telefone da família e vigilância de cabines públicas da região, levou à prisão dos dois em 17 de maio de 1978.
Fontes
No jogo

Caixão de Carvalho
Acima de Vevey, terça-feira, 14 de março de 1978, 22h. No salão de uma villa à beira do lago Léman, um telefone preto está ligado ao gravador da polícia, e ninguém tira os olhos dele.
O caixão foi achado enterrado num campo de milho perto do vilarejo de Noville, na planície do Ródano. Os dois foram condenados pela profanação e pela tentativa de extorsão. Chaplin foi reenterrado no cemitério de Corsier-sur-Vevey, desta vez num jazigo de concreto armado, para impedir que o roubo se repetisse.