O sequestro de Patty Hearst
Berkeley, Califórnia, 1974
Este caso é uma obra de ficção. Os personagens, nomes, lugares e acontecimentos do jogo não retratam pessoas reais. O relato abaixo é um resumo factual, com fontes públicas, do caso que serviu de inspiração.
Por volta das 21h de 4 de fevereiro de 1974, bateram à porta de um apartamento da Benvenue Street, em Berkeley. Um grupo armado de homens e mulheres invadiu o lugar, agrediu o noivo e levou Patricia Hearst, estudante de história da arte de 19 anos, no porta-malas de um carro. Ela era neta do magnata da imprensa William Randolph Hearst, e o sequestro virou manchete no país inteiro.
O Exército Simbionês de Libertação, um pequeno grupo armado de extrema esquerda que já tinha matado um diretor de escolas de Oakland, assumiu o crime. Primeiro exigiu a soltura de dois membros presos; diante da recusa, pediu comida para os pobres da Califórnia, e o pai da jovem bancou uma distribuição de US$ 2 milhões em alimentos, que terminou em tumulto. Em 3 de abril, numa fita enviada à imprensa, Patricia anunciou que tinha aderido ao grupo com o nome de Tania; em 15 de abril, câmeras do banco Hibernia, em San Francisco, a filmaram de carabina na mão durante um assalto.
Fontes
No jogo

Sessão das Nove
Berkeley, Califórnia, terça-feira, 5 de fevereiro de 1974, 23h. No apartamento 4 de um prediozinho de madeira perto do campus, o sofá ainda está fora do lugar e o telefone mudo pende da mesinha.
Em maio de 1974, seis membros do grupo morreram num cerco policial em Los Angeles. Patricia foi presa em San Francisco em 18 de setembro de 1975 e, em 1976, condenada pelo assalto, apesar da defesa de que tinha sido coagida e submetida a lavagem cerebral. O presidente Jimmy Carter comutou a pena em 1979, depois de quase dois anos de prisão, e Bill Clinton lhe concedeu o perdão em 2001.