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Inspirado em caso real

A morte de Thomas Ince

Califórnia, Estados Unidos, 1924

Este caso é uma obra de ficção. Os personagens, nomes, lugares e acontecimentos do jogo não retratam pessoas reais. O relato abaixo é um resumo factual, com fontes públicas, do caso que serviu de inspiração.

Em novembro de 1924, o magnata da imprensa William Randolph Hearst convidou o produtor e diretor Thomas H. Ince, um dos pioneiros dos estúdios de Hollywood, para um cruzeiro de fim de semana no iate Oneida. O passeio comemorava o aniversário de Ince e servia para fechar um acordo pelo qual a Cosmopolitan Productions, de Hearst, arrendaria o estúdio dele. Ince embarcou em San Diego no domingo, 16 de novembro, e se juntou aos convidados, entre eles a escritora Elinor Glyn.

Depois do jantar de aniversário, Ince, que sofria de úlcera e tinha comido amêndoas salgadas e bebido champanhe, passou muito mal. Foi levado para terra e de trem até Del Mar, onde um médico e uma enfermeira o atenderam num hotel, e depois seguiu para Los Angeles. Morreu em casa, em Beverly Hills, em 19 de novembro, aos 44 anos. O atestado de óbito apontou problema cardíaco, e o corpo foi cremado dois dias depois.

Fontes

No jogo

Chinelo na Proa

Baía de San Diego, segunda-feira, 17 de novembro de 1924, 8h. No iate Gaivota de Prata, ancorado, o produtor de cinema Leland Sorensen, que fez 44 anos ontem, foi achado às 2h morto ao pé da escada da proa.

Cerca de um mês mais tarde, o promotor de San Diego declarou que a morte fora causada pelo coração e que não havia o que investigar. Mesmo assim, correu por Hollywood o boato de que Hearst, com ciúme da atriz Marion Davies, teria atirado em Ince no escuro achando que mirava em Charlie Chaplin, e de que todos a bordo juraram silêncio. Nenhuma testemunha falou de ferimento de bala, Hearst sempre negou e nada foi provado, mas a história inspirou livros e o filme "The Cat's Meow" (2001), de Peter Bogdanovich.