O grande roubo de xarope de bordo do Quebec
Quebec, Canadá, 2011 e 2012
Este caso é uma obra de ficção. Os personagens, nomes, lugares e acontecimentos do jogo não retratam pessoas reais. O relato abaixo é um resumo factual, com fontes públicas, do caso que serviu de inspiração.
A Federação dos Produtores de Xarope de Bordo do Quebec mantém uma reserva estratégica de xarope para equilibrar o preço entre safras boas e ruins. Parte dessa reserva ficava num armazém alugado em Saint-Louis-de-Blandford, sem câmeras nem alarme, e os barris eram conferidos só uma vez por ano. Em julho de 2012, no inventário anual, um inspetor descobriu que muitos barris estavam vazios ou cheios de água.
A investigação mostrou que, durante meses, os ladrões levaram barris para uma cabana de açúcar afastada, retiraram o xarope, encheram os barris de água e os devolveram ao armazém. Cerca de 3 mil toneladas, de mais de 9 mil barris, avaliadas em 18,7 milhões de dólares canadenses, foram vendidas aos poucos a distribuidores em New Brunswick e Vermont. Em dezembro de 2012 a polícia prendeu 17 homens; o chefe do esquema foi condenado a oito anos de prisão e a uma multa milionária, mantida pela Suprema Corte do Canadá em 2022, e um transportador pegou oito meses.
Fontes
No jogo

Xarope de Ouro
Armazém da reserva de xarope de bordo, interior do Quebec, quinta-feira, 10h. Na inspeção anual, a inspetora subiu numa pilha de barris e um deles balançou sob o pé dela: estava cheio de água.
O jogo toma emprestado o armazém da reserva, os barris cheios de água descobertos na inspeção anual e o xarope vendido do outro lado da fronteira. Personagens, detalhes da investigação e desfecho são ficção.