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Inspirado em caso real

O assassinato de Sir Harry Oakes

Nassau, Bahamas, 1943

Este caso é uma obra de ficção. Os personagens, nomes, lugares e acontecimentos do jogo não retratam pessoas reais. O relato abaixo é um resumo factual, com fontes públicas, do caso que serviu de inspiração.

Na madrugada de 8 de julho de 1943, durante um forte temporal, Sir Harry Oakes, de 68 anos, foi morto na cama de Westbourne, sua mansão em Cable Beach, na ilha de Nova Providência. Nascido nos Estados Unidos, Oakes ficou milionário com a mina de ouro Lake Shore, em Kirkland Lake, no Canadá, ganhou um título de baronete britânico e se mudou para as Bahamas, onde virou um dos homens mais poderosos da colônia. Foi atingido quatro vezes atrás da orelha esquerda; depois o corpo foi queimado com inseticida e coberto de penas de travesseiro, que o ventilador do quarto ainda espalhava quando ele foi encontrado.

Harold Christie, corretor de imóveis, amigo e sócio de negócios de Oakes, tinha jantado e dormido na casa naquela noite. Disse que acordou com a tempestade, que não ouviu nada de suspeito e que achou o corpo de manhã, ao bater à porta para chamar o amigo para o café. Um policial de Nassau afirmou depois tê-lo visto de carro na cidade durante a madrugada. Havia uma marca de mão na parede ao lado da cama e pegadas de lama na escada, mas a cena foi mal preservada. O governador, o duque de Windsor, chamou dois detetives de Miami, que em cerca de 36 horas prenderam o genro de Oakes, o conde Alfred de Marigny, casado com a filha Nancy contra a vontade dos pais.

Fontes

No jogo

Penas ao Vento

Nassau, Bahamas, quinta-feira, 8 de julho de 1943, 10h. Numa mansão colonial em Cable Beach, o magnata do ouro Ambrose Tallis, 68 anos, foi achado morto na cama às 7h, depois de uma noite de temporal.

O julgamento começou em 18 de outubro de 1943. A acusação se apoiava numa impressão digital que os detetives disseram ter achado num biombo do quarto; a defesa mostrou que ela tinha sido mal documentada e que provavelmente fora tirada de um copo usado por De Marigny no interrogatório, e o júri o absolveu em novembro. O júri recomendou que ele fosse expulso da colônia, o que acabou acontecendo. Ninguém mais foi acusado, e o assassinato de Harry Oakes continua oficialmente sem solução.