O Fyre Festival, o festival de luxo que nunca aconteceu
Great Exuma, Bahamas, 2017
Este caso é uma obra de ficção. Os personagens, nomes, lugares e acontecimentos do jogo não retratam pessoas reais. O relato abaixo é um resumo factual, com fontes públicas, do caso que serviu de inspiração.
O Fyre Festival foi anunciado como um festival de música de luxo nas Bahamas, marcado para dois fins de semana entre o fim de abril e o começo de maio de 2017. Os organizadores, um jovem empresário americano e um rapper, queriam promover um aplicativo de contratação de artistas. Em dezembro de 2016, modelos e influenciadoras famosas publicaram ao mesmo tempo um quadrado laranja e um vídeo de praia gravado com modelos contratadas, muitas vezes sem avisar que eram pagas. O festival foi vendido como se fosse numa ilha particular das Exumas, mas acabou transferido para um trecho remoto de Great Exuma, e os pacotes mais caros, com voo e hospedagem, custavam milhares de dólares.
Quem desembarcou em 27 e 28 de abril de 2017 encontrou tendas de socorro de desastre, colchões encharcados pela chuva e refeições como sanduíche de pão com queijo em caixa de isopor. Faltaram tendas para centenas de pessoas, as atrações cancelaram nos dias anteriores e o festival foi adiado na madrugada e depois cancelado. Muitos convidados ficaram horas presos no aeroporto de Exuma, à espera de voos de volta, e o reembolso prometido nunca veio.
Fontes
- nbcnews.com/news/us-news/fyre-festival-organizer-billy-mcfarland-sentenced-6-years-fraud-charges-n919086
- nbcnews.com/pop-culture/music/fyre-festival-postponed-amid-reports-chaos-bahamas-n752561
- buzzfeednews.com/article/davidmack/fyre-festival-billy-mcfarland-jail-prison
- en.wikipedia.org/wiki/Fyre_Festival
No jogo

Paraíso Vendido
Ilhota da Garça, a vinte minutos de barco de George Town, nas Exumas, sábado, 6h40. Na sexta à noite, os convidados do festival de luxo Aurora Azul acharam tendas de furacão, colchões encharcados e sanduíche de queijo em caixa de isopor. A banda principal cancelou.
Em junho de 2017 o organizador foi preso em Nova York, acusado de fraude eletrônica. A promotoria disse que ele enganou investidores com números falsos de receita da empresa e documentos falsificados, e que prometeu pagamentos de um seguro de cancelamento que não existia. Ele se declarou culpado em março de 2018 e, em outubro do mesmo ano, foi condenado a seis anos de prisão e a devolver cerca de 26 milhões de dólares, valor que somava as perdas dos investidores do festival e de um segundo golpe com venda de ingressos falsos, aplicado enquanto respondia em liberdade.