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Inspirado em caso real

O incêndio da catedral de Nantes

Nantes, França, 2020

Este caso é uma obra de ficção. Os personagens, nomes, lugares e acontecimentos do jogo não retratam pessoas reais. O relato abaixo é um resumo factual, com fontes públicas, do caso que serviu de inspiração.

Na manhã de sábado, 18 de julho de 2020, por volta das 7h45, um incêndio começou na catedral de São Pedro e São Paulo de Nantes, monumento gótico construído entre 1434 e 1891. Cerca de cem bombeiros dominaram o fogo por volta das 10h. As chamas destruíram o grande órgão da tribuna, cuja origem remontava a 1619, o grande vitral da fachada oeste, colocado em 1498 com a imagem da duquesa Ana da Bretanha e da mãe dela, e um quadro de Hippolyte Flandrin de 1836.

Os investigadores acharam três focos separados, um no órgão e um de cada lado da nave, e nenhum sinal de arrombamento, e o promotor abriu inquérito por incêndio criminoso. Um voluntário da diocese de 39 anos, encarregado de abrir e fechar as portas da catedral, que a tinha fechado na véspera, foi ouvido e liberado. Em 25 de julho de 2020 ele confessou ter ateado o fogo. Era um solicitante de asilo ruandês com o pedido negado e ordem de deixar a França desde o fim de 2019.

Fontes

No jogo

Três Focos

Nantes, sábado, 18 de julho de 2020, 11h. Os bombeiros ainda molham a fachada da catedral de Saint-Hervé. Às 7h44, passantes viram fumaça saindo da rosácea, e às 10h o fogo estava dominado.

Solto sob controle judicial, ele matou em agosto de 2021, na Vendeia, o padre que o hospedava. Em março de 2023 foi julgado pelo incêndio: a acusação falou em raiva e sentimento de vingança ligados à situação administrativa dele, o prejuízo foi estimado em mais de 40 milhões de euros e a pena foi de quatro anos de prisão. A catedral reabriu em 27 de setembro de 2025, com obras previstas até 2028. O jogo toma emprestados os três focos, a porta sem arrombamento e o guardião das chaves; os personagens e o desfecho são ficção.