O sequestro de Freddy Heineken, o dono da cervejaria
Amsterdã, 1983
Este caso é uma obra de ficção. Os personagens, nomes, lugares e acontecimentos do jogo não retratam pessoas reais. O relato abaixo é um resumo factual, com fontes públicas, do caso que serviu de inspiração.
Em 9 de novembro de 1983, às 18h56, Freddy Heineken, presidente da cervejaria Heineken e um dos homens mais ricos da Holanda, e o motorista dele, Ab Doderer, foram levados à força diante do escritório da empresa, no centro de Amsterdã. O bando, de cinco homens, preparava o crime havia meses e já tinha tentado pegá-lo, sem sucesso, perto da casa dele em Noordwijk. Os dois reféns foram presos em duas celas à prova de som, escondidas atrás de uma parede dupla no fundo de um galpão de uma marcenaria na zona portuária oeste da cidade: o galpão de 42 metros ficou 4 metros mais curto por dentro, e ninguém notou.
Os sequestradores falavam com a família por cartas, fitas gravadas pelos reféns e pequenos anúncios cifrados nos jornais. Exigiram 35 milhões de florins em notas de quatro moedas, cerca de 400 quilos de dinheiro. Em 28 de novembro, contra o conselho da polícia, o resgate foi entregue: um carro seguiu um roteiro de bilhetes escondidos e as sacolas foram jogadas de um viaduto perto de Utrecht. O dinheiro foi enterrado em tonéis de plástico num bosque perto de Zeist. Na época, foi o maior resgate já pago pela libertação de um refém.
Fontes
No jogo

Parede Dupla
Amsterdã, segunda-feira, 28 de novembro de 1983, 23h30. Há 19 dias, às 18h56 de uma quarta-feira, o cervejeiro Ewout Brakel e o motorista dele, Gijs Lammerts, foram arrancados do carro diante da sede da cervejaria, à beira de um canal do centro.
Os reféns ainda não tinham sido soltos quando uma denúncia anônima, que dava os nomes de três dos sequestradores, levou a polícia ao galpão em 30 de novembro; os dois foram achados vivos, acorrentados à parede. Em 4 de dezembro, uma mulher que passeava com o cachorro achou uma nota marcada, e a polícia desenterrou a maior parte do dinheiro no bosque, mas cerca de 8 milhões de florins nunca apareceram. Dois dos líderes fugiram para Paris e foram presos em fevereiro de 1984; todos os cinco acabaram condenados, com penas de oito a doze anos de prisão.