Valsa Interrompida

Os casos são liberados em ordem, como fases. Este é o caso 49 de 100.
Palais Lindenau, Viena, 31 de dezembro, 00h10. A Tiara das Sete Estrelas, da condessa Adelheid von Lindenau, sumiu da vitrine do Salão Dourado, onde esperava o leilão beneficente da 00h30.
O roubo aconteceu durante o Danúbio Azul, a valsa da meia-noite, entre 00h00 e 00h09, com as luzes baixas. A vitrine não foi quebrada: foi aberta. No vidro ficaram digitais pegajosas.
A polícia fechou os portões às 00h12 e ninguém saiu. Três pessoas tinham motivo e oportunidade. Uma delas ainda está com a tiara aqui dentro.
Biblioteca do palácio, estantes até o teto, a música do baile abafada atrás da porta dupla.
Suspeitos
Liesl HollererDebutante de Graz, 18 anos
Florian BrandstetterChefe dos garçons, 56 anos
Gustav ReinprechtMaestro da orquestra do baile, 66 anos
O caso real
O roubo da Estrela de Sisi no Palácio de Schönbrunn
Viena, Áustria, 1998
Este caso é uma obra de ficção. Os personagens, nomes, lugares e acontecimentos do jogo não retratam pessoas reais. O relato abaixo é um resumo factual, com fontes públicas, do caso que serviu de inspiração.
Em junho de 1998, uma das estrelas de diamantes e pérola que a imperatriz Elisabeth da Áustria, a Sisi, usava nos cabelos desapareceu de uma vitrine do Palácio de Schönbrunn, em Viena, sem vidro quebrado nem alarme disparado. No lugar da joia ficou uma réplica, e a falta só foi percebida depois.
A peça reapareceu em 2007, no Canadá, quando um ladrão profissional preso por outros crimes revelou tê-la guardado por quase dez anos. Ele contou ter trocado a estrela pela cópia da loja de lembranças durante a visita.
O jogo toma emprestado a joia imperial que some de uma vitrine num palácio de Viena sem sinal de arrombamento. Personagens, autor e desfecho são ficção.