Cinzas na Avenida

Os casos são liberados em ordem, como fases. Este é o caso 12 de 100.
Cidade do Samba, Rio de Janeiro, 3h10 da madrugada de sábado de Carnaval. O carro abre-alas da Estrela da Gamboa, uma fênix dourada de doze metros, pegou fogo dentro do barracão.
Os bombeiros apagaram às 3h40. Ninguém se feriu, mas a fênix virou carvão. O desfile é hoje à noite.
O vigia jura que ninguém passou pela entrada principal depois da 1h. Três pessoas da escola estiveram perto do carro nas últimas horas. Uma delas acendeu o fogo.
Sala da diretoria no mezanino do barracão, troféus na parede, cheiro de fumaça entrando pela janela.
Suspeitos
Anselmo BragaCarnavalesco da escola, 52 anos
Iracema dos SantosCostureira-chefe do ateliê, 61 anos
Jurandir MoreiraMestre de bateria, 45 anos
O caso real
O incêndio da Cidade do Samba
Rio de Janeiro, Brasil, fevereiro de 2011
Este caso é uma obra de ficção. Os personagens, nomes, lugares e acontecimentos do jogo não retratam pessoas reais. O relato abaixo é um resumo factual, com fontes públicas, do caso que serviu de inspiração.
Na madrugada de 7 de fevereiro de 2011, menos de um mês antes do Carnaval, um incêndio destruiu três barracões da Cidade do Samba, no Rio de Janeiro: os da Grande Rio, da Portela e da União da Ilha. Carros alegóricos, fantasias e um ano de trabalho se perderam em poucas horas.
As três escolas desfilaram mesmo assim, fora da disputa, com material refeito às pressas e doações das rivais. A perícia apontou como causa mais provável uma falha elétrica. Não houve condenação por crime.
O jogo toma emprestado o cenário: barracões de escola de samba destruídos a dias do desfile. A trama de desvio de verba e o incendiário são ficção.
Fontes
Glossário do caso
Palavras do caso que talvez você não conheça.
- Cidade do Samba
- Complexo no Rio de Janeiro onde ficam os barracões das grandes escolas de samba.
- abre-alas
- Primeiro carro alegórico de uma escola de samba, que abre o desfile.