O roubo pelos esgotos da Société Générale de Nice
Nice, França, 1976
Este caso é uma obra de ficção. Os personagens, nomes, lugares e acontecimentos do jogo não retratam pessoas reais. O relato abaixo é um resumo factual, com fontes públicas, do caso que serviu de inspiração.
No fim de semana prolongado de meados de julho de 1976, uma quadrilha de cerca de dez homens entrou na sala dos cofres da agência da Société Générale em Nice por baixo da terra. Durante uns dois meses, o grupo cavou um túnel de cerca de 8 metros a partir de uma galeria de esgoto da cidade, levando o equipamento em caminhonete e bote inflável, e por fim furou a parede de concreto da sala.
Lá dentro, os ladrões passaram dias abrindo cofres de aluguel, comeram e dormiram no local, e saíram com dinheiro, títulos e joias avaliados em cerca de 46 a 50 milhões de francos, o maior roubo a banco até então. Na parede deixaram a frase "sem armas, nem ódio, nem violência". O arrombamento só foi descoberto na segunda-feira, 20 de julho, quando o diretor entrou na sala e encontrou 317 cofres abertos e vazios, restos de refeições e fotos pregadas nas paredes.
Fontes
No jogo

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Nice, segunda-feira, 20 de julho de 1976, 9h. Às 8h30, o diretor de um grande banco da avenida principal, Edmond Varenne, não conseguiu abrir a porta da sala dos cofres: estava travada por dentro com uma escora de ferro soldada.
Em outubro de 1976, a dica de uma ex-namorada levou à prisão de um dos ladrões, que acabou entregando o grupo. O apontado como chefe, um fotógrafo de Nice, foi preso e, em 10 de março de 1977, fugiu pela janela do gabinete do juiz de instrução, caindo sobre um carro estacionado e sumindo numa moto; nunca foi recapturado e morreu em 1989. O butim jamais foi encontrado, e em 2010 outro homem disse, em livro, ter sido o verdadeiro cérebro do golpe, quando o crime já estava prescrito.