O envenenamento de Alexander Litvinenko
Londres, 2006
Este caso é uma obra de ficção. Os personagens, nomes, lugares e acontecimentos do jogo não retratam pessoas reais. O relato abaixo é um resumo factual, com fontes públicas, do caso que serviu de inspiração.
Alexander Litvinenko, ex-oficial do serviço de segurança russo (FSB) exilado em Londres e crítico do Kremlin, tomou chá verde de um bule no Pine Bar do Millennium Hotel, em Grosvenor Square, em 1º de novembro de 2006, num encontro com os ex-agentes Andrei Lugovoi e Dmitry Kovtun. Passou mal naquela noite, foi internado e morreu em 23 de novembro no University College Hospital. Só pouco antes da morte os médicos identificaram o veneno: polônio-210, um isótopo radioativo raríssimo.
A polícia seguiu o rastro de radiação por mais de 40 lugares de Londres, entre hotéis, escritórios, um restaurante, um carro e aviões, e descobriu uma tentativa anterior, em 16 de outubro, numa reunião num escritório de Mayfair, depois da qual Litvinenko também passou mal. O Reino Unido pediu a extradição de Lugovoi em 2007, e a Rússia recusou. Em janeiro de 2016, o inquérito público presidido por Sir Robert Owen concluiu que os dois o mataram, provavelmente sob direção do FSB e com aprovação provável de Nikolai Patrushev e Vladimir Putin. Em 2021, a Corte Europeia de Direitos Humanos declarou a Rússia responsável.
Fontes
No jogo

Bule Verde
Bar de um hotel de luxo no centro de Londres. Em 1º de novembro, às 16h, Pavel Orlov tomou chá verde na mesa do canto e passou mal na mesma noite.
O jogo toma emprestado o encontro no bar de hotel, o bule de chá, a tentativa anterior em outubro e o rastro do veneno até um quarto e um banheiro. Os personagens, os diálogos e o desfecho são ficção.