O roubo da privada de ouro do Palácio de Blenheim
Oxfordshire, Inglaterra, 2019
Este caso é uma obra de ficção. Os personagens, nomes, lugares e acontecimentos do jogo não retratam pessoas reais. O relato abaixo é um resumo factual, com fontes públicas, do caso que serviu de inspiração.
Em 12 de setembro de 2019, o Palácio de Blenheim, casa onde nasceu Winston Churchill, abriu uma exposição do artista italiano Maurizio Cattelan. A peça mais comentada era "America", uma privada de ouro 18 quilates, com cerca de 98 kg, ligada ao encanamento e liberada para uso dos visitantes. Na madrugada de 14 de setembro, por volta das 5h, uma quadrilha arrombou os portões de madeira com um caminhão e um carro roubados, cruzou o gramado, quebrou uma janela e uma porta com marretas e arrancou a privada em cerca de cinco minutos. O cano rompido inundou parte do prédio.
A obra estava segurada em 4,75 milhões de libras, e o ouro sozinho valia cerca de 2,8 milhões. No julgamento em Oxford, em 2025, a acusação mostrou que um dos réus tinha visitado o palácio na véspera e fotografado a instalação cerca de 17 horas antes do roubo. As mensagens do celular do mentor, com a palavra "carro" como código para o ouro, revelaram a tentativa de vender o metal cortado a um joalheiro de Londres. O ouro nunca foi recuperado.
Fontes
No jogo

Chave na Água
Oxfordshire, sábado, 14 de setembro de 2019, 8h. No Palácio de Ashmoor, casa barroca aberta à visitação, a diretora Cressida Hollins pisa num salão alagado até o tornozelo.
O mentor, que se declarou culpado, foi condenado a 4 anos de prisão; o homem do reconhecimento, a 27 meses; e um intermediário que tentou vender o ouro recebeu pena suspensa. O jogo toma emprestado o vaso de ouro ligado ao encanamento, o arrombamento rápido de madrugada e a visita de reconhecimento na véspera. Personagens, lugar, prova e desfecho são ficção.